
domingo, 25 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Tamborisse

Humildade evapora, se esvai perde o cheiro feito perfume velho de momentos faceiros até que só sobre o delírio etílico, passível do conjunto que vira unidade sensível, a solidããão. Tom tom tom. E mesmo que adepto do impulsivo renego o abrigo, dado pelo amigo que diante do penhasco conecta os olhos com o horizonte e não o buraco onde eu queimo, na escuridããão. Tom tom tom. Mesmo se fosse por um segundo, um minuto, um milímetro, anseio, que o mundo que vivo, respiro o espirro alheio, baixasse a crina, confiante como ave de rapina, e defrontasse o medo, a compreesãããão.
E eu bato o tambor esperando.
Tom tom tom.
domingo, 4 de setembro de 2011
Rumo
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Solidez
Puro de idéias, levito em minhas ideologias. Na fuga do hedonismo, de tudo que inebria a existência, eu perco prumo. A escuridão me consome, como ferrugem em um parafuso esquecido, um objeto desprovido de sua função. Esquecimento, destino perpétuo para aqueles que negam concepções, daqueles que desconhecem a negação, a conclusão. Compreenda, compreenda, compreenda. O mantra que caminha livre em meus pensamentos, é como o vento. Invisível, imprevisível e intangível, ele se mostra onipresente, sacudindo tudo que me fixa ao chão, a vida. Na defensiva não me deparo com nenhum ataque. Talvez esteja na hora de mudar para ofensiva, ofender, contrariar o verbo, verbalizar o impulsivo. O moinho se ergue rotativo, enquanto a lança que empunho perde o fio. Com um tapa silêncioso no dorso do corcel inicio o galope, rumo ao sangue, rumo a sólida compreensão.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Oscar

Oscar riu com nunca havia rido antes. O rosto pálido se contorcia em espasmos de prazer retido. Nos seus olhos uma inércia opaca cintilava com as lágrimas de ironia. Não sabia por que, porém sentia que era incontrolável, e isso lhe agradava ainda mais. Algo naquele jovem havia despertado da escuridão da alma humana e se deliciava com a liberdade concedida. Mas o que havia causado tamanha possessão? Quem era o demónio que o habitava silenciosamente? Não importava mais, aquele corpo já não era mais feito de vida, mas sim de ódio. O futuro lhe reservara novos planos.
Oscar fechou a gaveta e começou a subir os degraus em direção ao quarto dos pais. A luz do luar que adentrava pela janela da sala refletia no rosto do menino, mostrando um largo sorriso. O sorriso da morte.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
The end is near
Faltam loucos. Não criminosos do politicamente correto, mas sambistas da sanidade mental. Daqueles barbudos apocalípticos, com pose profética e palavras aos sete ventos. Personagens da rua, que roubam o olhar da criança assustada e curiosa. Mãe com quem aquele homem tá falando? Não olhe filho. Censura essa mal justificada, fez só crescer nessa criança a existência de tais personalidades urbanas. Agora ela percebe a sua falta, e pergunta se todo mundo virou são. Ou, melhor ainda, todo mundo virou louco, na medida que na fauna humana não se distingue m mais as diversidades da normalidade. Seja como for, ainda faltam as maldições, os avisos do fim. O fim à ninguém mais interessa, pois esse não é previsível como tudo mais.
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