
Havia chegado longe, tão longe que já não havia como voltar. Contudo, voltar nunca fora uma opção. A vida lhe chamava como a natureza chama pelo ser domesticado, distribuindo em seus sentidos um pouco do que poderia ser inédito, mas curiosamente maternal. O desejo de liberdade, era evidente, de modo que materializado, cortava as raízes que fixavam o menino ao seu solo natal. A sua imagem, antes geometricamente previsível, era agora um borrão, transmutado diariamente pela abstinência de possibilidades.
No baú do medo, escancarado sobre os pés descalços, brilha uma chama invencível, que intensifica-se a cada engano, iluminando o caminho deste novo peregrino das verdades.
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